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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Ventos fortes aumentam o risco de doenças respiratórias

Com a temporada de ventos chega também uma série de alergias e doenças respiratórias. Médicos alertam que cuidados devem ser redobrados
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FOTO: DEIVYSON TEIXEIRA
Ana Quécia, 19, levou o filho Álvaro, de seis meses, a um centro de saúde para tratar um resfriado

O pequeno Álvaro Rodrigues, de seis meses, impacientava-se no colo da mãe, a dona de casa Ana Quécia, 19, enquanto recebia o aerossol. O menino, atendido no Centro de Atendimento à Criança Lúcia de Fátima, recebia o tratamento para o primeiro resfriado. De nariz escorrendo, tosse seca e febre, Álvaro foi vítima da temporada dos ventos. “O vento forte traz a poeira para dentro de casa, daí o menino ficou assim”, comenta a mãe.

Como Álvaro, outras pessoas, principalmente crianças, adolescentes e idosos, segundo a médica Adriana Paula Matos, do Programa Saúde da Família, sofrem, nesta época do ano, com enfermidades que atingem as vias respiratórias. “Os ventos e as mudanças climáticas - a temperatura fica mais amena - fazem com que os atendimentos aumentem cerca de 15%”, estima a médica. Ela explica que, por conta dos ventos, vírus, poeira, pólen de flores circulam mais e, assim, acometem mais pessoas.

O estudante João Pedro Barros, 11, já apresenta um histórico de doenças respiratórias. Os sintomas dos resfriados, que às vezes evoluem para uma pneumonia, acompanham o menino e, para a mãe, a empresária Danielle Barro de Lima, 35, a preocupação aumenta ainda mais quando chega agosto. “A ventania chega e eu já sei logo. E quando ele está assim nem mando pra escola, pode piorar, e já procuro o médico”, explica a empresária.

A médica pneumologista, integrante do Conselho Consultivo da Global Initiative in Asthma, Márcia Alcantara explica que, para os alérgicos, o período é ainda pior. “Alérgicos são bem mais susceptíveis, porque o estímulo do vento abrupto e frio estimula a resposta das vias aéreas, provocando reações como rinite, tosse persistente e até crises de asma”.

A pneumologista explica que essas doenças são portas de entrada no sistema imunológico para infecções mais sérias e que, por isso, o vento, tão bem-vindo para diminuir o calor, deve ser evitado sempre que possível. “Os resfriados também levam, às vezes, à instalação de pneumonias. Exacerbam-se com frequência as bronquites crônicas”, avalia. Para a médica Adriana, alguns cuidados são imprescindíveis. “Não dá pra parar o vento. Mas se pode evitar espaços com aglomeração de pessoas, tomar bastante líquido, e fortalecer o organismo com boa alimentação, rica em vitamina C”, enumera a médica.

Ventos
De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), por meio de sua assessoria, os ventos ainda serão intensificados até chegar ao pico em setembro, podendo atingir 50km/h. Até dezembro, as médias de velocidade permanecem elevadas. As causas, segundo o órgão, são “um deslocamento do Sistema de Alta Pressão Atmosférica do Atlântico Sul, típico dessa época do ano”. Nesse período, as temperaturas - que podiam passar dos 32°C em maio e junho - também se tornam “mais agradáveis” e ficam entre 29°C e 30°C.

Dicas 

PARA PREVENIR
1. Ao invés de varrer a casa e espalhar a poeira, a indicação é passar um pano molhado. Ao passar a vassoura, a poeira é espalhada;

2. Não usar produtos com cheiro muito ativo. Desinfetantes e detergentes com cheiro fortes são mais fáceis de provocar alergia;

3. Evitar bichinhos e outros objetos de pelúcia;

4. Investir nos alimentos ricos em vitamina C, como caju, laranja e acerola, que aumentam a imunidade do organismo;

5. Beber bastante água;

6. Evitar ficar em ambientes fechados junto com indivíduos gripados ou resfriados, ou mesmo em espaços com aglomerações de pessoas;

7. Evitar ficar molhado após banhos de piscinas ou mar;

8. Evitar dormir com corrente de ar direto sobre o corpo. 
 

PARA REMEDIAR
1. Com as crianças, depois de acometidas é preciso evitar o contato nos primeiros dias com outras crianças

2. Procurar atendimento médico

3. Repouso

4. Boa alimentação e hidratação

5. Em caso de piora, tomar antibiótico prescrito
PAIS TÊM OBRIGAÇÃO LEGAL E ÉTICA DE IMPOR LIMITES A SEUS FILHOS - VALE A PENA LER

10 de agosto de 2014, 08:04h
Por Vladimir Passos de Freitas
"Dia 30 de julho de 2014, no Zoológico de Cascavel, PR, um menino com 11 anos de idade ultrapassa a linha que proíbe acesso à jaula, desrespeita aviso de proibição e vai dar comida a um leão. Depois, anda, de forma provocativa, em frente à jaula em que se acha um tigre, agarra-a e acaba sendo agredido pelo felino. Ferido gravemente, perde um braço. O pai, que se achava próximo, não tomou nenhuma iniciativa para proibir a aproximação. Os fatos são filmados por um turista que se encontrava no local e podem ser vistos na internet. Triste ocorrência, vai gerar na criança uma lesão que a acompanhará para o resto da vida e no pai, o sofrimento perpétuo de culpa.
A tragédia familiar não é o foco desta coluna. É apenas o mote. E tem a força de obrigar-nos a repensar a educação moderna, permissiva e sem limites.
O artigo 1.634 do Código Civil dispõe que compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores, dirigir-lhes a criação e a educação, podendo exigir que lhes prestem obediência e respeito (incisos II e VII). Para Milton Paulo de Carvalho Filho há um “encargo dos pais em conduzir a criação e a educação dos filhos menores orientando-os segundo regras da moral e bons costumes, proporcionando-lhes condições para a preparação do caráter, da personalidade e do desenvolvimento intelectual, visando alcançar o pleno exercício da vida em sociedade, com liberdade e dignidade” (Código Civil Comentado, Ed. Manole, página 1.730).
Portanto, criar, orientar, educar os filhos é um dever legal. Mas não só legal, é ético também. Ética é o modo de ser, o caráter, os valores que orientam o comportamento humano em sociedade. Para Miguel Reale “toda norma ética expressa um juízo de valor, ao qual se liga uma sanção, isto é, uma forma de garantir-se a conduta que, em função daquele juízo, é declarada permitida, determinada ou proibida” (Lições Preliminares de Direito, Ed. Saraiva, página 35).
Do ponto de vista do Código Civil, os pais estão obrigados a bem criar os filhos, dar-lhes educação, não apenas formal (que também é importante) mas também regras de convivência em sociedade. Do ponto de vista ético, devem orientar os filhos, auxiliá-los, prepará-los para a vida adulta, para que sejam bons cidadãos, solidários, realizados e felizes.
Isto, de uma forma ou de outra, sempre foi feito através dos tempos nas mais variadas sociedades. Mas nos últimos 10 ou 15 anos a situação vem mudando. Pais não querem assumir este ônus. Omitem-se das mais variadas formas e sob as mais criativas desculpas. O resultado é uma quantidade cada vez maior de jovens envolvidos com drogas, antecipando a vida sexual (p. ex., meninas de 14 anos entregando fotos nuas aos namorados, que por vezes são postadas nas redes sociais), com problemas nos estudos ou caindo em depressão.
Mas, afinal, o que está levando os pais agora a abdicarem do dever de educar, levando a estas e a outras péssimas consequências?
Não há uma resposta pronta e acabada. O que há são algumas peças que ajudam a montar o quebra-cabeça. A primeira delas é que a omissão é sempre mais fácil, não gera atritos. Já corrigir, chamar a atenção, pode incomodar. Imagine-se uma mãe, cuja filha adolescente toma um banho de 30 minutos, gastando água em excesso, mesmo em época de seca. O que será mais fácil: calar-se ou mandar a filha sair do banho e ouvir uma sucessão de protestos e reclamações? Óbvio que a resposta é calar-se.
A segunda peça do quebra-cabeça é uma estranha forma de pensar, que dá a cada um a crença absoluta de que tem direito de ser feliz, sejam quais forem as consequências para terceiros. Sabe-se lá de onde surgiu esta conduta egoísta, mas todos passaram a crer que possuem o direito inalienável, intransferível, de serem felizes, autêntica “cláusula pétrea”, como dizem os constitucionalistas. Um pai pode julgar mais divertido jogar tênis no fim da tarde do que ir à reunião na escola do filho. Uma mãe pode passar a tarde jogando bingo ou na academia de ginástica e deixar sua filha adolescente sozinha em casa, sujeita a todas as tentações ofertadas pela internet.
A terceira forma de abdicar do dever de educar é mais dissimulada e vem sob a capa do esforço, da ambição. Refiro-me a conquistar uma elevada posição social ou aumentar os rendimentos, dedicando-se manhãs, tardes e noites ao trabalho. Sob o supostamente louvável argumento de que precisam dar uma vida melhor aos seus descendentes, os pais somem de casa. E, naturalmente, matriculam seus filhos em escolas de tempo integral, mesmo que eles tenham 3 ou 4 anos. É verdade que as crianças falarão inglês bem cedo e que com 6 anos terão as primeiras orientações sobre a Bolsa de Valores de Nova York.
A quarta reflexão vai para os pais divorciados. Ninguém pode ser obrigado a amar seu parceiro para sempre. Separações existem em grande quantidade e muitos encontram a felicidade na segunda ou terceira união. Normalmente, a guarda do filho fica com a mãe, que se esforça para conciliar trabalho e educação. E o pai, por vezes com a consciência pesada por toda a situação, procura substituir suas deficiências com a entrega de presentes inadequados ou permitindo tudo que o filho reclame. Absolutamente errado. Cabe ao pai suprir sua ausência por interesse permanente pelas atividades do filho (não apenas almoçar sábado no shopping), conversar muito e explicar o que pode e o que não pode fazer. E presentes só os razoáveis, porque na vida adulta ninguém dará nada de graça ou em excesso aos seus filhos.
Há também os pais acidentais. Em uma balada, jovens que se conhecem naquela noite acabam, como diria o pessoal do Direito, afastando as preliminares e indo direto para a sentença de mérito. Poucos meses depois o jovem é procurado e recebe a notícia de que será pai. Nasce a criança que, diga-se de passagem, não pediu para vir ao mundo, e fica com a mãe. Na maioria dos casos, criada pelos avós. Pois bem, o pai não precisa unir-se a alguém que mal conhece, mas precisa, sim, dar assistência àquele ser que enfrentará todas as dificuldades normais da vida e, de sobra, a falta do pai. Portanto, visitar, telefonar, acompanhar a vida da criança é o que se tem a fazer.
Em síntese, criar, educar filhos, não é fácil. Exige, mais do que tudo, amor. E também orientação, cobrança, repressão, correção e castigo. Entretanto, palavras de nada valerão se não vierem com exemplos. Os miúdos, como dizem os portugueses, sabem avaliar quem só fala e não pratica o bem.
Fiscalizar os deveres do colégio, limitar o tempo na internet ou proibir o uso do carro antes que se tenha a habilitação, proibir o uso indevido do cartão de crédito, são algumas das muitas medidas desagradáveis. Mas, com certeza, os limites darão aos filhos a noção de que é preciso lutar para alcançar vitórias, que o insucesso faz parte da existência, que o desrespeito às regras gera consequências e que disciplina e dedicação são essenciais para o sucesso, seja qual for a área. Leia-se a respeito o texto de Eliane Brum, “Meu filho, você não merece nada”.
Troquem-se as posições e imagine-se o que diriam as crianças sobre a educação dada por seus pais. Certamente, achariam melhor um pai e uma mãe que lessem histórias infantis, transmitissem a história de sua família, que os acompanhassem às aulas de natação e que tornassem suas vidas mais divertidas, tomando um banho de cachoeira ou dando um passeio de trem quando possível, disto guardando boas recordações.
A terminar, volta-se ao início para ver em que o Direito se adapta a tudo isto. Quando o Código Civil diz que aos pais cabe dirigir a criação e a educação, está a dizer que eles têm responsabilidade e, portanto, não devem procurar transferi-la para a escola, nem culpar terceiros pelo que de ruim vier por conta de suas omissões (por exemplo, filhos viciados em drogas). Assumir a responsabilidade não é apenas um dever ético e legal, mas também um ato de inteligência. Previne dores que acabam afetando toda a família.
Vladimir Passos de Freitas é desembargador federal aposentado do TRF 4ª Região, onde foi corregedor e presidente. Mestre e doutor em Direito pela UFPR, pós-doutor pela Faculdade de Saúde Pública da USP, é professor de Direito Ambiental no mestrado e doutorado da PUC-PR. Vice-presidente para a América Latina da "International Association for Courts Administration - IACA", com sede em Louisville (EUA). É presidente do Ibrajus."
Revista Consultor Jurídico, 10 de agosto de 2014, 08:04h

quinta-feira, 7 de agosto de 2014


 COMO DIZER NÃO AOS FILHOS SEM TRAUMAS


"A responsabilidade dos paios em relação à educação de uma criança é um grande desafio que começa já na gestação e nos primeiros meses após a chegada do bebê. Uma das atitudes mais difíceis, e também mais importantes, é dizer "não" e manter-se firme na decisão negativa na hora de impor limites aos filhos. Conforme a criança cresce, além de todos os cuidados que os pais devem ter com alimentação, higiene, saúde, sono e outros fatores, ensinando aos filhos amor, ética, responsabilidades e valores, é função também impor limites. 
Por causa do tempo tomado pelo trabalho por outros compromissos diários, muitos pais praticamente não veem os filhos na maior parte do dia e, para tentar suprir essa ausência, permitem que elas façam tudo que quiserem. Além disso, muitos têm receio de serem tachados de pais autoritários e conservadores, ou de reproduzirem uma educação repressiva como a que receberam. Com isso, acham que estão educando adequadamente. 

Alguns cuidados são necessários antes de dizer NÃO PARA OS FILHOS. É preciso pensar bem, pois, uma vez decidida, a imposição deve ser mantida. Ceder ao choro ou à chantagem fortalece ainda mais a criança, que cada vez mais irá insistir, chorar e fazer birra, pois ela sabe que, ao final, conseguirá o que quer. Ceder faz com que a criança cresça acreditando que as pessoas estão no mundo para realizar seus desejos. A maior dificuldade nisso tudo é que fazer a a criança entender que, enquanto ela é pequena, pode ter alguns de seus desejos satisfeitos, mas que na ESCOLA e FUTURAMENTE, no TRABALHO, AS COISAS NÃO SERÃO ASSIM.

                       


DIZER NÃO AOS FILHOS É TAMBÉM UMA FORMA DE DEMONSTRAR AMOR, ALÉM DE ENSINÁ-LOS QUE A VIDA SEMPRE IRÁ IMPOR LIMITES O TEMPO TODO. Com isso, eles serão poupados de sofrimentos por serem mimados ou imaturos e, nos momentos de decepções e frustrações que surgirão ao longo de suas vidas, saberão como lidar e conduzir da melhor forma essas situações.

Se as decisões sobre os filhos não forem um consenso entre pai e mãe, é preciso conversar até chegar a um acordo para poder manter o bem estar e a autoridade parental. Mas nunca na frente das crianças, pois, se elas percebem que os pais não estão se entendendo sobre determinada situação ou se percebem a vulnerabilidade deles, se sentem ainda mais fortes para conseguirem aquilo que desejam."



DIZER NÃO AOS FILHOS É TAMBÉM UMA

       FORMA DE DEMONSTRAR AMOR.





quarta-feira, 30 de julho de 2014

COMO EVITAR O XIXI NA CAMA DO MEU FILHO QUE JÁ DESFRALDOU?



O Melhor a fazer é não encanar muito com o problema. O controle noturno da bexiga pode ser mais difícil do que se imagina, dependendo do organismo da criança. Por exemplo, se ela tiver o sono muito pesado, o
corpo pode não ter aprendido ainda a despertar a tempo por causa da vontade de fazer xixi.


Procure não dar bronca nem fazer brincadeirinhas que constranjam seu filho na frente dos outros, depois de um episódio de xixi na cama. É bem provável que ele se sinta mal o suficiente, o ideal mesmo é mantê-lo de fralda à noite, até você perceber que a fralda permanece seca quando ele acorda de manhã.
Assim que ele estiver amanhecendo com a fralda seca mais da metade do tempo ( por exemplo, quatro ou cinco noites numa semana), diga que vai fazer uma experiência de deixá-lo sem a fralda sem dormir.


Tente reduzir a quantidade de líquido que ele bebe antes de ir para a cama e antes de você ir dormir leve-o para fazer um último xixi, mesmo que ele vá "meio dormindo". 

Para evitar prejuízos, forre o colchão com um plástico. Se ele usar uma caminha para crianças, é provável que um lado do colchão já seja impermeável. Ou então você pode procurar em lojas de materiais médicos um lençol de plástico para proteger o colchão.
Se o xixi dele acontecer, troque a roupa dele com calma, e diga que não há problema, que vocês vão tentar de novo na noite seguinte.
Caso os acidentes vire uma constante, depois de vocês tentarem por cerca de duas semanas, diga a ele, de um modo tranquilo, que vocês vão dar um tempo e voltar a usar a fralda para dormir, e que dali a alguns meses farão uma nova tentativa.
Quase 50% das crianças fazem xixi na cama aos 3 anos de idade. Os especialistas consideram normal que os acidentes noturnos aconteçam até os 6 anos ( isso mesmo, até os 6 anos!). Com 6 anos, 12% das crianças ainda deixam escapar o xixi à noite. Por isso existem tamanhos maiores de fralda, especiais para esses casos.



A dificuldade de controlar a bexiga à noite também é hereditária. Pergunte aos avós da criança como você era na idade dela.
Vá monitorando a situação junto com o pediatra, mencionando o assunto nas consultas de rotina.
Trocar idéias com pessoas que já passou ou está passando pela mesma coisa,  pode ser uma boa saída.

(Escrito para o BabyCenter Brasil))

FONTE:


DESFRALDAMENTO:
O QUE NÃO FUNCIONA

1. Começar antes do tempo
É verdade que não existe uma idade certa ou ideal para começar a tirar as fraldas da criança, mas a maioria começa a ficar pronta, em termos físicos e cognitivos, mais ou menos por volta de 2 anos de idade ( embora algumas só estejam preparadas bem depois de completar 3 anos).

2. Começar na hora errada
Dar início ao treinamento perto de o irmãozinho nascer, ou de uma mudança de casa ou de escola, qualquer coisa que altere muito a rotina da criança, não é uma boa idéia. Crianças pequenas vivem de rotina, e qualquer alteração é suficiente para bagunçar o mundo e a cabeça delas. 
O melhor é esperar até a mudança já ter acontecido e a criança estar acostumada a ela. Se você já cometeu o erro e começou numa hora imprópria (e as coisas não saíram como você queria), pense se não vale a pena dar um tempo e tentar de novo quando tudo estiver mais calmo.

3. Forçar a barra com a criança
Se seu filho começou a mostrar interesse em abandonar a fralda, ótimo! Mas não faça pressão para que ele aprenda a fazer cocô e xixi no lugar certo. É duro segurar a ansiedade, mas você corre o risco de deixar a criança aflita e assustada, e tudo que você não quer é que ela comece a segurar o cocô, o que pode levar a casos graves de prisão de ventre.
Vá avançando no ritmo da criança, passo a passo, devagar. É claro que você pode incentivá-lo com livrinhos, histórias, idas ao banheiro, cuecas e calcinhas novas. Mas não force a barra se ela não quiser.
E não exagere nas ofertas: se você tiver de levá-la ao banheiro de hora em hora para não haver acidentes, quem está treinado é você, não seu filho! Bastará você esquecer de colocá-lo no penico ou na privada para o xixi escapar.

4. Ceder aos palpites da família
A cada semana que passa vai ficar mais difícil, mas aguente firme: muita gente vai dizer que você está espertando demais para tirar a fralda dessa criança. Simplesmente ignore os palpites, e só tome a decisão de começar o desfraldamento quando tiver certeza. Lembre que para cada criança o momento em que dá aquele "clique" é diferente.
O jeito de tirar a fralda de uma criança mudou bastante nos últimos 40 anos, por mais que sua avó diga que sua mãe com um ano já não usava mais fralda nem mesmo à noite. Pesquisas demonstraram cientificamente que as crianças só começam a controlar os músculos da bexiga e do reto a partir de 1 ano e meio.
Quando ouvir esse tipo de história, prepare o seu melhor sorriso e diga: " Já temos tudo planejado, não há com o que se preocupar". 

5. Castigar a criança com pelos acidentes e escapadas
Dar bronca, ficar bravo ou botar de castigo porque a criança não está interessada no penico, recusa-se a sentar lá ou deixar escapar o xixi ou o cocô é um dos problemas comuns do desfraldamento, porque não dá resultado nenhum - muito pelo contrário, pode retardar o processo ou causar problemas.
Os acidentes fazem parte do processo. Quanto mais bronca a criança levar, menos interessada ficará em aprender: ela vai ter medo de deixar escapar de novo e levar mais bronca. Outro efeito colateral é a criança começar a segurar o cocô, o que pode levar casos graves de prisão de ventre.
Não é fácil manter a calma no meio daquela sujeira toda. Mas conte até dez e faça o que é preciso fazer para limpar a bagunça. Lembre-se que é só por um tempo, e logo o seu filho estará treinado.
Caso os acidentes estejam muito frequentes e você esteja com dificuldade de manter a calma, talvez seja o caso de voltar atrás e só tentar de novo quando a criança demonstrar real interesse.

(Escrito para o BabyCenter Brasil))

Fonte:




terça-feira, 29 de julho de 2014


Gostar do professor faz aluno aprender com mais facilidade

O estudante que não se dá bem com o educador pode perder o interesse pela matéria que ele ensina


Priscilla Thompson

ppessini@redegazeta.com.br

A boa relação que o seu filho mantém com o professor pode determinar a preferência dele por uma ou outra matéria e até mesmo melhorar o aprendizado. Essa é a conclusão da dissertação de mestrado da psicanalista e diretora da escola da Ilha-Florescer, em Vitória, Cecília Oliveira. E ela explica: "Se o aluno não se dá bem com o professor, pode apresentar dificuldade em assimilar os conteúdos e chegar a perder o interesse por um assunto".Cecília trabalha há 25 anos com educação e, para elaborar o estudo, conversou com diversos professores e estudantes. Segundo ela, o bom relacionamento não tem necessariamente a ver com amizade. "O professor ocupa um lugar de referência para o aluno tanto quanto os pais ocupam para o filho. Muitos, porém, não percebem isso e acabam perdendo a oportunidade de tirar o melhor proveito dentro da escola", diz. 
Na sala de aula, não apenas o aluno deve estar interessado em aprender, como também o professor em ensinar. E ensinar com respeito. Afinal, casos em que essa relação é conflituosa pode gerar até mesmo agressividade. "Essa agressão quase nunca é pessoal, como o professor pode pensar em um primeiro momento, mas tem a ver com essa dificuldade de estabelecimento de papéis", explica.
Quando, por outro lado, o aluno se identifica com quem está ensinando, consegue tirar da matéria muito mais do que o esperado, confirma a psicopedagoga Penha Peterli. "O gosto do aluno por uma disciplina pode ter a ver com as habilidades próprias dele, mas também com o vínculo estabelecido com o professor. A criança passa a respeitar e valorizar não só o profissional como também o assunto da sua matéria", diz.
Cabe aos pais e à escola, em conjunto, perceber quando a dificuldade de aprendizado está relacionada ao trabalho do professor, e tentar melhorá-la, diz Penha. "A criança, em geral, expressa quando não gosta do educador, dizendo que ele é chato, por exemplo. Isso não quer dizer que, de fato, ele seja. Mas é uma dica que deve ser olhada com mais cuidado", orienta.

O que fazer quando algo não vai bem 
Converse. 
Se o seu filho não gosta de uma matéria específica, converse com o orientador pedagógico e com o professor da disciplina

Investigue. 
Tente perceber se a dificuldade é em decorrência da relação com o professor ou se tem a ver com alguma capacidade mais específica do aluno para alguma outra matéria

Preferências. 
Em geral, os alunos não gostam de matérias que não dominam bem. Portanto, é preciso verificar se a falta de prazer tem a ver com uma deficiência de aprendizado

Aula particular. 
Em alguns casos, um professor particular pode ajudar a sanar as dificuldade encontradas, principalmente quando o problema é decorrente de um atraso pedagógico.

Cotidiano. 
Ajude o seu filho a aproximar os conteúdos das matérias ensinadas com o 
cotidiano. Quando a criança percebe a aplicação prática de um conteúdo, desperta mais o interesse e aprende com mais facilidade


Identificação fez estudante gostar de números
Até o ano passado, quem perguntasse a Ana Carolina de Oliveira Ferreira, aluna do 9º ano, se ela gostava de Matemática ia ouvir um convicto "não" como resposta. Hoje, depois de quase um ano com um novo professor, a opinião dela já é outra. "Eu ainda prefiro História, mas também aprendi a gostar dos números", diz. Para ela, o jeito de ensinar de quem está lá na frente, diante da turma, faz toda a diferença. "O professor que domina mais a matéria e sabe ensinar divertindo os alunos é mais legal. Sempre tive uma relação boa com todos os professores, mas alguns fazem a diferença", declara. O resultado da mudança está nas notas de Ana Carolina. Até o ano passado, elas quase não ultrapassavam a média. Já este ano, estão alcançado a pontuação máxima. "Eu melhorei muito, e acho que é porque me identifico mais com esse professor. Tenho mais liberdade para tirar as dúvidas com ele e para fazer perguntas quando não sei a matéria", explica. A decoreba também ficou no passado, segundo ela. "Agora eu consigo entender as fórmulas, por exemplo, em vez de só decorar para a prova".

FONTE:http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/09/669619gostar+do+professor+faz+aluno+aprender+com+mais+facilidade.html

sábado, 26 de julho de 2014

 EU QUERO, 
EU QUERO,
 EU QUERO! 
CRISES DE BIRRA SÃO COMUNS ENTRE OS PEQUENOS.


Objetivos:
 Saber lidar com a birra das crianças
★ Identificar as possíveis causas da birra



"Não, você não pode fazer isso". Ao ouvir frases negativas como essa, muitas crianças reagem chorando, gritando, esperneando, se jogando no chão, atirando objetos longe ou na direção das pessoas. É a famosa birra, que apesar de geralmente durar pouco (cerca de 1 minuto), consegue tirar qualquer um do sério. Segundo a pediatra Ana Maria Escobar, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas - FMUSP, em São Paulo, a birra é uma reação ao "não", é a forma que a criança que ainda não consegue se expressar claramente por meio da fala usa para conseguir o que quer. "Ela sabe que não pode, mas não aceita e, então, tenta vencer o adulto pelo cansaço", diz a médica. "Até os 2 anos a criança é puro corpo e o usa para se comunicar com as pessoas e o mundo", completa a psicopedagoga e psicóloga educacional Carmen Silvia Penha Galluzzi Crises de birra podem acontecer em casa, na rua e também no ambiente escolar. Por isso, os professores devem estar preparados para lidar com a situação da melhor maneira possível. A seguir Ana Maria Escobar, Carmen Silvia e a psicóloga e pedagoga Maria Dolores Salgado Alvarez, do Centro Objetivo Baixada Santista - que tem unidades em Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande e São José dos Campos - dão algumas dicas preciosas.



criança faz Abirra quando... 
 ouve NÃO (não pode fazer, não pode ir, não pode comprar etc.) 
 vai pela primeira vez à escola e tem que se separar da mãe 
 precisa dividir o brinquedo com os colegas 
 está com sono ou cansada 
 está indisposta 
 está com fome

O que fazer

Segundo a psicopedagoga Carmen Silvia, a birra existe porque há plateia. "A criança percebe que fazendo birra na frente das pessoas ela chama a atenção", diz. O papel do adulto é o de não reforçar esse comportamento, deixando claro para a criança que ela não conseguirá o que quer por meio da birra. A pediatra Ana Maria Escobar recomenda a "desprezoterapia", ou seja, ignorar a criança e deixá-la chorar. Claro, ficando atento para não deixá-la se machucar, porque segundo a médica algumas crianças costumam se debater e bater a cabeça na parede durante as crises. "É impossível conversar com a criança durante a crise, porque ela 'perde os sentidos'. Se você não acudi-la, depois de duas ou três vezes que for ignorada, ela irá parar de fazer, porque verá que aquela estratégia não funciona", explica. Carmen Silvia concorda: "Ao não ceder à manha você enfraquece esse comportamento".







Mas a psicóloga e pedagoga Maria Dolores acredita que na escola é complicado aplicar essa técnica, porque a criança ficará exposta aos olhares dos colegas e à interferência de outros professores e profissionais. Por isso, ela é a favor de retirar a criança da situação (pode ser pegando-a no colo) para tentar acalmá-la e aproveitar para lembrá-la dos combinados da sala. No Centro Objetivo o professor mostra, no início do ano, diversas figuras à turma (entre elas criança chorando, criança se jogando no chão, criança gritando) e explica o que pode e o que não pode. Quando a criança faz birra, o professor mostra o cartaz e diz "a gente já conversou sobre isso, o que a gente combinou? Isso não pode". Para Carmen Silvia vale lembrar à criança que ela sabe falar, portanto não deve fazer birra. "O adulto pode dizer à criança: 'Enquanto você estiver chorando eu não converso com você'", sugere. "Na escola o ideal é dar uma volta com a criança, pois na frente dos outros ela sempre vencerá, já que seu poder de convencimento e persistência é maior. Além do fato de que outros profissionais da escola podem interferir ficando do lado da criança", sugere Maria Dolores, que lembra ainda que o professor (e também os pais) não pode entrar em "jogo de sentimento", ou seja, é preciso deixar claro para a criança que você a ama, mas que não gostou de determinado comportamento dela.

Quando buscar ajuda
Ao perceber que determinado aluno se descontrola e faz birra frequentemente e que não consegue lidar com a situação nem conversando nem usando os combinados, o professor deve chamar os pais para uma conversa. "É preciso perguntar se a criança tem o mesmo comportamento em casa e se há algum fato que esteja provocando as crises, por exemplo, separação dos pais, nascimento de um irmão etc.", orienta Maria Dolores. Após essa conversa é possível saber se a criança precisará da ajuda de um psicólogo. É esse profissional que pode fazer um diagnóstico para saber se será necessário acompanhamento de outros profissionais, como fonoaudiólogo e neurologista, por exemplo.

Quando é normal?
De acordo com a pediatra Ana Maria Escobar, a birra é normal entre 1 e 2 anos de idade, quando a criança ainda não sabe falar e se expressar, embora já entenda o sim e o não, o pode e o não pode. "A partir dos 3 anos não é mais normal, porque ela já pode usar a fala para contra-argumentar", diz. Mas Maria Dolores conta que já deparou com crianças birrentas de até 7 anos. "Isso acontece quando a criança não aprendeu que a birra não funciona, não aprendeu a lidar com a frustração, ou seja, de certa forma foi estimulada a conseguir as coisas na base do berro", afirma. "Quando a criança já sabe falar, a birra passa a ter características de malcriação, pois ela briga de 'igual para igual' com adultos, falando coisas como 'eu mando', 'eu quero', 'é meu', 'eu te odeio' etc.", completa. Para Carmen Silvia o ambiente escolar enfraquece a birra. "Crianças que vão à escola desde pequenas tendem a ser menos birrentas, pois se tornam mais sociáveis e aprendem que precisam seguir regras".








Dica esperta! 
Na hora de falar "não" para a criança o adulto deve ser seguro e olhar nos olhos dela sem desviar o olhar. "Os pais conseguem fazer isso melhor que as mães, que têm o coração mais mole e ficam com dó ao presenciar o choro sentido", afirma Maria Dolores.


Fonte: http://revistaguiainfantil.uol.com.br/professores-atividades/101/imprime224837.asp


sábado, 12 de julho de 2014

 EDUCAÇÃO VEM DE CASA
Quer saber quem são os pais? 
Observe seus filhos...Exceções à parte, os filhos falam de nós!


Educar dá trabalho. Ninguém disse que é fácil. Por isso colocar um filho no mundo exige maturidade e responsabilidade. Filhos são para sempre! Um compromisso sem fim.
É só observar as crianças e os adolescentes, que a gente pode perceber, aqueles que estão melhor preparados para a convivência em sociedade. Educação vem de berço.
Ensina-se mais com os modelos, do que com as palavras. Não adianta orientar, aconselhar, se eles não têm um exemplo a seguir... É na convivência do lar, que os primeiros valores são adquiridos. Cortesia no tratar com as pessoas, o uso do timbre da voz, a postura ética na vida cotidiana, tudo isso pode e deve ser aprendido. Se não for, fará falta.
 

As crianças observam seus pais e aprendem com eles, o tempo todo! Entendamos por pais aqueles que exercem essa função. Muitas vezes não são os biológicos, mas os que quem têm a missão de educá-las.
É preciso estar atento às crianças que estamos formando para o mundo. Comece observando você mesmo. Existe distância entre o que você diz e faz? Você consegue demonstrar afeto e não apenas senti-lo? Como você lida com o estresse do dia-a-dia? A quantas anda o seu relacionamento interpessoal? Palavras como "por favor, obrigada, com licença" fazem parte do seu cotidiano? Tudo isso faz a diferença na formação de seus filhos...
Ame-o e corrija-o, mas, principalmente, dê o exemplo! É o melhor que você poderá fazer por eles.
Acredite: seu filho está lhe observando.


Fonte: http://docedeni.blogspot.com.br/2012/08/a-educacao-vem-de-casa.html

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Comentário infeliz, seu filho ainda vai ouvir um.
O que levam adultos a apontarem defeitos nas crianças que nem conhecem?
ISABEL CLEMENTE

"A senhora pensa em operar as orelhas dela?", pergunta o médico para a mãe na frente da criança.
“Não porque até agora ela não estava preocupada com isso”, diz, irritada, a mulher.

“Daqui a pouco já pode fazer escova progressiva”, diz a atendente do cabeleireiro sobre o cabelo da criança. Atônita, a mãe sorri amarelo.

"Essa aí vai gastar dinheiro com depilação", comenta, rindo, uma senhora, enquanto a menina de 5 anos brinca feliz na loja de calçados.

Eu ouvi todos esses relatos de pessoas conhecidas. Certa vez testemunhei um adulto cumprimentando um garoto pequeno assim: "fala orelhudo!", enquanto o moleque pequeno revidava com raiva, socos e pontapés a grosseria, e o homem ria. "Ei, estou brincando". No lugar do menino, eu também não acharia graça na piada.

Eles dois já se conheciam, mas gente capaz de fazer comentários infelizes surge do nada. Não te conhece mas se sente à vontade para externar observações desnecessárias sobre a aparência do seu filho, pior, na frente dele. Essas pessoas não foram chamadas na conversa, não têm intimidade contigo mas são capazes de demolir a autoestima infantil em segundos. Na falta do que dizer, perdem a chance de ficarem caladas.

Pode ser que a pessoa não seja assim tão grosseira. Normalmente, falam o que querem no diminutivo ("Peludinha ela, né?") ou embrulham o discurso ingrato numa pseudo empatia. "Eu também tinha esse cabelo crespinho e agora tá lisinho, viu?", como quem diz "você não precisa sofrer para o resto da vida”. Quem disse que a menina estava sofrendo?

Tem também os que se metem no regime das crianças. Diante de um menino acima do peso comendo brigadeiro não se aguentam. “Você não devia comer tanto doce porque já está muito gordinho”. Se não for o pediatra ou endocrinologista da criança, se nunca trocou a fralda da criatura, se nunca substituiu os pais em nenhuma ocasião nem fez o menino gargalhar de tanto se divertir, não tem o direito de falar algo assim por mais bem intencionado que esteja. Gente, não dá. Tem que ter muita psicologia, simpatia e presença de espírito para mandar bem num encontro tão fortuito com uma criança. É de demolir qualquer um.

Não são comentários inocentes. Entram pelo ouvido da criança como depreciação sem filtro. Compõem um atentado psicológico de efeito retardado. Vai se acumulando e ajudando a cultivar os traumas, que ninguém sabe de onde vêm. A criança passa a se rejeitar a partir de manifestações externas, sem empatia, sem amor, sem uma real preocupação com seu bem-estar. Se não for elogiar, não diga nada. Quanto mais chamativo for o motivo da observação, maior a chance de atingir um ponto fraco da criança.

Você pode ter se desdobrado na conversa mais criativa e profunda com seu filho tentando tirar da cabecinha dele uma preocupação fútil, mostrando que a vida não se resume a isso. E que para tudo tem jeito e, se não tiver, é hora de se olhar no espelho por um ângulo mais favorável, por exemplo, a simpatia e a inteligência - que vêm de dentro.

Você não quer, obviamente, que uma criança de seis anos se torne obsessiva com a ideia de fazer uma plástica, ou que sua menina odeie tanto o próprio cabelo a ponto de imaginar que ninguém vai querer brincar com ela por causa disso, muito menos que uma criança pequena fique sonhando com o primeiro dia de depilação ou com uma escova progressiva. Mas aí chega alguém de fora e mostra para teu filho, na prática, que, infelizmente, sempre haverá pessoas preocupadas sim com a futilidade que nos define.

Tudo isso pode ser muito pior diante de deficiências reais, como o olhar de comiseração diante de uma criança cadeirante. Tem gente capaz de te olhar com cara de enterro como quem diz "pena que não pode correr, não é?". Dependendo da situação, os pais deveriam estar autorizados a dizer "por favor, tire seu olhar do caminho porque estamos felizes hoje".

O mais difícil quando se trata de educar os filhos é ensinar a eles como lidar com o outro, esse imprevisível que cruza nossos caminhos nas mais variadas versões. Pode ser uma surpresa boa ou ruim. A depender do que solta pela boca.

Os espíritos de porco de plantão estão soltos e às vezes escolhem para vítima justamente o mais vulnerável. Crianças até sabem fazer malcriação, em casa, mas não têm respostinhas na ponta da língua à altura de situações verdadeiramente ingratas.

Eu sempre me pergunto o que leva um ser humano a apontar o dedo para o defeito do outro se não estiver em suas mãos ajudar de alguma forma. Comentários infelizes não ajudam, é bom deixar isso claro. Atrapalham bastante ainda mais quando chamam atenção para aquilo que não incomoda nem à própria criança. Parecem ter o único objetivo de afirmar para uma criança: "você não é tão perfeita quanto pensa".

O mundo pode ser cruel, sabemos disso. Nós nos esmeramos para dar educação, ensinar as crianças a cumprimentar, agradecer, falar baixo. Queremos seres dóceis e amáveis mas, nesses casos, sou adepta do "e daí". Vamos ensinar os nossos filhos a dar um curto e sonoro "e daí" caso se sintam incomodados, tristes ou desrespeitados com observações desse tipo lançadas por um adulto sem noção. É uma frase pequena, fácil de decorar e pode ser eficaz se nenhum adulto estiver do lado para defendê-los. Quem sabe assim alguns se sintam desestimulados a vitimarem novas crianças pelo caminho.